Dra. Carolina Peukert, Dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, CRM/SC 12831 - RQE 6255.

Câncer de pele não melanoma: tudo o que você precisa saber!

O câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil e corresponde à grande maioria dos casos diagnosticados. Estima-se que ele represente cerca de 95% de todos os cânceres de pele. Apesar de, em geral, apresentar comportamento menos agressivo do que o melanoma, não deve ser subestimado, pois pode causar danos significativos quando não tratado adequadamente.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), surgem mais de 220 mil novos casos por ano no país, o que corresponde a aproximadamente 30% de todos os tumores malignos diagnosticados. A principal causa está relacionada à exposição excessiva à radiação ultravioleta, especialmente sem proteção, e pode atingir qualquer pessoa, mesmo fora dos padrões de risco.

A identificação precoce é fundamental para um tratamento mais simples e com melhores resultados. Por isso, é importante estar atento a sinais como feridas que não cicatrizam, lesões que crescem progressivamente ou manchas que mudam de aspecto ao longo do tempo. 

Entre os principais fatores de risco, destacam-se:

  • exposição excessiva ao sol ou à radiação ultravioleta sem proteção adequada; 
  • pele clara, olhos claros e histórico de queimaduras solares; 
  • idade avançada; 
  • histórico pessoal ou familiar de câncer de pele; 
  • doenças que comprometem o sistema imunológico. 

A adoção de hábitos de fotoproteção, como o uso regular de filtro solar, roupas adequadas e evitar a exposição nos horários de maior intensidade solar, é uma das formas mais eficazes de reduzir o risco. Além disso, a avaliação dermatológica periódica é essencial como medida de prevenção e diagnóstico precoce.

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